Depois de uma noite super fria, Lin ainda dormia quando sente um toque gelado em seu braço. Logo acorda um pouco assustada. Era seu pai, estava fardado, pronto para encarar mais um dia de trabalho.
-Tá acordada? /Falou o pai da Lin, abrindo um sorriso um pouco irônico.
Lin ainda com uma expressão sonolenta, olha para o pai de uma forma óbvia.
-Sua mãe teve que trabalhar, deverá dar conta da casa hoje / Continuou. Sabendo que Lin estava com preguiça demais até para falar.
O pai dela saiu do quarto e fechou a porta. Logo Lin pegava um travesseiro que estava próximo e o colocava em seu rosto, ela odeia quando a claridade toma conta de seu quarto de manhã bem cedinho, porque a luz direciona logo em seu rosto. Então voltou a dar um cochilo, não dormiu muito na noite passada porque estava muito frio e o ventilador estava ligado, mas a preguiça e o cansaço era tão grande que nem se quer ela levantou de madrugada para desligar,como de costume. Porém também houve outro fator que atrapalhou seu sono profundo esta noite passada, enquando cochilava, era como também tentasse lembrar no seu subconsciente. mais ou menos depois de ter cochilado 30 minutos, Lin abre os olhos assustada. No seu pensamento estava o "lembrei, lembrei! Eu sei o que foi!"
Saiu na cama às pressas, quase caia , uma das suas pernas estava toda enrolada no lençol. Abriu a porta e encontrou sua irmã sentada à mesa, tomando seu café da manhã.
-Lya, nosso pai ainda está aqui? /Perguntou Lin, olhando em sua volta. Logo vendo que a casa já estava calma.
-Não. /Falou Lya com a boca cheia, afinal só tinha 6 anos.
Lin dava um pequeno suspiro, e coçava a nuca, se direcionando a pia do banheiro. Olhou-se no espelho, espinhas novas...é, ela se importava, mas não era como uma patricinha que por causa de espinhas se escondiam do mundo e faziam escândalo. Ela só se importava em ver a diferença, era como nascer ervas-daninhas...ela mesmo não sabia o porquê. Então escova seus dentes e toma seu café. O telefone toca, era seu pai.
-Como estão as coisas por aí? / Perguntou ele.
-Tá tudo bem...
~Um silêncio permanecia~
-Pai, eu tive um sonho estranho ontem. /Falou Lin
-Foi?...Eu também tive. /Respondeu seu pai, com um tom de pequeno espanto.
A ligação cai. Lin senta em uma das cadeiras em volta da mesa da sala de jantar e fica pensativa, lembrando as cenas de seu sonho, e viu que já teve sonhos parecido com esses, não sabe-se ao certo, mas algo está errado. Então ela vai para seu quarto e faz seu estudo matinal da bíblia. Sim, Lin acreditava em Deus, acreditava na bíblia. Mas nada adiantaria ela acreditar em algo que ela não conhece, por isso mesmo estava estudando a bíblia, e cada vez mais que lia, mais ficava interessante. Pois ela sabia que não era um livro qualquer. Mas enfim. Depois de terminar o estudo, ela separa os itens e ingredientes para o preparo do almoço. Vai para sala e liga o bhojz* esperando que tivesse alguma resposta do dia anterior
O bhojz é como se fosse um "segundo mundo" em que a Lin vive. Onde se comunica com pessoas de lugares pouco ou muito distantes. Para as pessoas também é uma ferramenta de conhecimento.
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Lin desanima um pouco. Queria falar isto para a rainha dos sonhos, Zuki. Era quase uma irmã para ela.
O que restara é aguardar até o fim da tarde. É nesse horário que a Zuki aparece nesse mundo.
Já estava perto do meio-dia e Lin teve que voltar para terminar de fazer o almoço.
Sabia que ainda poderia descobrir algo antes que Zuki chegasse, antes que fosse anoitecer ela ainda tinha a esperança de encontrar alguma resposta.